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segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Vidas.



Quando a lua deixar cair a sombra de seu clarão pela terra,
Espiaremos pela  sacada todos os nossos fantasmas,
E nossos corpos nus bailarão pelos salões da silenciosa consciência,
E cada passo da dança será como um novo ato em nosso teatro diário,
Somos feitos de matéria cintilante que despeça-se com o vento,
E quando o clarão da lua tocar nossa pele desnuda, sentiremo-nos imortais,
E deixaremos que nossos fantasmas tomem parte á mesa como bons amigos,
Beberemos da mesma taça,
Partilharemos o mesmo vinho.
Eternas horas de noites que findam-se,
Vidas que navegam em barquinhos de papel...
Tão frágeis criaturas,
Tão controversas criaturas...
Tão criaturas...
Dançantes ao clarão da lua,
Desnudadas de suas verdades,
Transvestidas de tantas faces,
Pobres criaturas espiando pela janela,
Bebendo com seus fantasmas,
Em silenciosas noites,
Em bocas caladas,
De eternas horas, de noites que findam-se...
Além da sacada.

Raquel Luiza da Silva.


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