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quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Dona do salão.


Quando ela entrou no salão com ares primaveris,
Calou-se a orquestra então diante daquela beleza cortesã,
Tantos olhares nela pousavam que sentia-se estrela num imenso céu sem fim,
Rodopiava mostrando as belas pernas  naquele ousado vestido carmesim,
As moças  invejavam-na,
Pareciam cobiçar sua beleza juvenil,
Enquanto os moços suspiravam como apaixonados de abril,
E ela rodopiava...
Rodopiava...
Com seu brilho de estrela terrena,
Trazendo na tez o rubor de uma pequenina açucena,
Seu sorriso marcante mostrava sua real felicidade,
Enquanto todos comentavam que nunca  haviam-na visto pela cidade,
Alheia a todas as  indagações  ela era dona,
Da noite, daqueles salões...
E no final quando já cansada,
As luzes já apagadas,
Alguém puxou-a pelo braço,
_Sei quem tu és... Moço transvestido de mulher.
_Cala-te. _Disse ela com rompante diante do susto. _Não, durante o dia voltarei á minha real fantasia, mas nessa noite, não roubarás de mim o direito de ser uma perfeita mulher.

Raquel Luiza da Silva.


Ao querido Miguel.

2 comentários:

  1. obrigada amiga amei este dedecatoria muitas felecidades miguel= cecilia

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  2. Ñ agradeça, já são 7 anos de cumplicidade e confiança, esse poema é seu!

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