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sábado, 10 de março de 2012

Tantas formas de ser...



Eu sou aquela que dormiu ao relento,
Que ao piano dedilhou uma canção,
Aquela mesma que despiu-se por algumas moedas,
Que ergueu-se bem cedo e preparou o café,
Eu sou aquela que pintou um quadro famoso,
Que perambulou pelas ruas sem tino,
Aquela mesma que escreveu um livro,
Que ensinou os pequenos á lerem,
Eu sou aquela que recitou o poema e comoveu á todos,
Que em meio ao lixo despiu-se do luxo,
Aquela mesma que parou o carro no sinal vermelho,
Que desenhou aquele belo vestido,
Eu sou aquela que apareceu na novela das 8 e no filme da tarde,
Que deixou a carta na caixa de correio logo cedo,
Aquela mesma que de joelhos orou á Deus,
Que sem pudor deitou-se com o amor primeiro,
Eu sou aquela que desenhou o prédio imponente,
Que jogou-se na piscina para aliviar o stress,
Aquela mesma que atendeu o paciente em estado crítico,
Que ofereceu flores aos que passavam pela calçada,
Eu sou aquela que pousou a cabeça no teu colo e pediu carinho,
Que chorou quando tudo parecia perdido,
Aquela mesma que gritou ao mundo que podia ir mais longe...
Eu sou aquela que deu vida ao poeta,
Que povoa os sonhos cheios de lascívia e ternura
Aquela mesma, frágil e forte ao mesmo tempo,
Eu sou aquela que se cala para meditar,
Que grita mais alto para lutar pelo que é seu,
Que tem garra,
Que tem nome,
Que tem valor...
Eu sou aquela que Deus chamou mulher.

Raquel Luiza da Silva.

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