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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Momentos.


De um tempo que se foi pouco se guarda,
De um tempo que virá nada se sabe,
Fico a dedilhar as cordas invisíveis de meus pensamentos,
Numa canção de nada, que nada se sabe,
Será o tempo apaziguador de tormentos?
Será a vida um dedilhar de notas?
E eu pouco sei desse tudo que me vem de longe,
Dessas formas com rostos, sem nomes,
Talvez o que há de lúgubre em muito do que vejo, não esteja em meus olhos,
Mas nos sentimentos que povoam o meu peito,
Feito de um misto absoluto de dissabores, alegrias...
Apresentando ao mundo o ser que se pode tocar,
Com uma imensidão invísivel que a veste carnal não consegue revelar,
E esse tempo que se foi me fez um dia...
E o que virá fará os reparos,
Não sei se a perfeição é algo nosso e será o ponto final desse corpo feito de pó em vestimenta carnal,
Ou se apenas deixará livre a alma eterna, imortal,
E a controvercia do eterno vivendo no corpo que fenece no tocar das horas,
Para mim é a vaidade do Criador provando seu poder diante de nós, simples criação,
Que voltaremos ao pó, moldado por Suas mãos.
E prefiro não mais pensar nisso,
Fazendo de eterno apenas os momentos em que vivo.


Raquel Luiza da Silva.

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