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quinta-feira, 23 de abril de 2009

Sim, eu posso...


Tenho-te ao alcance de meus pensamentos,
Porém longe do alcance quente de minhas mãos,
Posso tocá-lo se quiser, basta fechar os olhos da face e abrir os do coração,
Posso senti-lo se quiser, basta renunciar a um pouco de mim
E me abrir mais á ti...
Sim, eu posso...

O frio é tão doce se comparado ao que nos une
E tão quente e amargo se comparado ao que nos separa,
Tempo, menino de asas imaginárias,
Sopro do que restou de mim, de ti ...
Eu me perdi em um algum momento
E o encontrei no que sobrou do tempo.

Algo é tão real, e parte de ti,
Algo é tão sensível e nasce de mim...
Se me render perco parte do meu coração,
Se não me abrir o perco por inteiro...
Não tenho asas, mas posso voar p/ dentro de mim...
Sim, eu posso...

Ultrapassar as nuvens num vôo se torna fácil,
Impossível é romper as barreiras do tempo,
Tão calmo é o mar ao por do sol,
Porém na ressaca das águas as ondas quebram na praia com violência,
Levando para longe a doce imagem,
A doce lembrança.

Asas estendidas sob o sol,
Lágrimas que secam com o vento,
É a dor que procura morada,
É a lembrança que se vai para nunca mais,
Eu posso ver a luz no fim do túnel...
Sim, eu posso...

Tudo se transforma,
A busca é o caminho,
O encontro é a conseqüência de vidas cruzadas
O destino é união de coincidências,
A morte são as cinzas da vida,
Bálsamo para muitas feridas.

Meu grito é calado,
Meu suor é frio,
Meus pés tocam o caminho,
Eu faço,
Eu posso ser o caminho...
Sim, eu posso...

Tenho gestos livres,
Cabelos ao vento que os leva tal como criança travessa,
A ponte é o sinal da travessia,
A estrada o caminho para a vida,
Seguir é o sentido das Eras,
Nada pára, nada espera.

O sabor da derrota é amargo,
Quem não o prova não poderá conhecer outros sabores,
O álcool da certeza traz lucidez,
A vã esperança de encontra-te em alguma esquina, me faz acreditar,
Posso senti-lo se quiser...
Sim, eu posso...

Queria poder viver todas as minhas vidas, num único abraço teu,
Buscar refúgio sob a luz do teu olhar,
Queria poder juntar numa única rima o passado e o futuro,
Transformar em canção, parte do que esconde as verdades,
Eu queria costurar num poema a realidade.

Não é a chuva que me lavará a alma,
Tão pouco é o sol que aquecerá o frio do meu peito,
Abrem-se mil caminhos,
Busco por dez mil respostas,
Posso ter a chave, posso ser a chave...
Sim eu posso...

Faço da minha vida o inicio, para que em lembranças não tenha fim,
Sou pura nas idéias de quem se lembrar,
Não atraco no porto da solidão,
Eu busco mares, novos ares,
Se me dói a ferida aberta na pele da alma,
É porque minha busca se acalma.

Sim, eu posso optar pelo fim,
Ou tornar início cada momento,
Eu posso me transformar na luz ou nas trevas obscuras,
Sim, eu posso voar, alcançar o infinito,
E ver que tudo se revela dentro de mim.
Sim, eu posso fazer minha própria história, com início, meio e fim...

Sim... Eu posso...


Raquel Luiza da Silva.

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