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quarta-feira, 13 de julho de 2016

Dessas horas.

Que horas são?
Quantas horas perdi visando, revisando e remoendo sentimentos?
Quantas horas perdi juntando ouro e prata, poeira e nada?
Quantas horas deixei passar por entre os dedos,a fumaça do cigarro e o medo?
Quantas horas ainda perderei?
Quantas horas ainda deixarei ?
Ora...
Que horas são?
Poderei encontrar?
Reencontrar?
Colher?
Semear?
Ora...
Que horas são?
Entre o tempo e eu,
Entre o que é meu e teu...
Entre o nós e o estar só.
Paradigmas, estigmas do tempo.
Já não sei que horas são.
Não tenho tempo,
Não sinto o vento,
Tenho relapsos incorrigíveis,
Déjà vu incompreensíveis.
E meus vícios encerram-se perante minhas qualidades, minhas orações e minhas vaidades.
Já não sei que horas são...
Se perdi,
Se ganhei,
Se prendi,
Se deixei partir...
Apenas nada sei desse tempo preso á minha existência,
De poeira, de vento...
Presa nos ponteiros dessas horas que um dia embora vão-se ,
E o que restará?
Apenas o tique taquear de um velho relógio, a espreitar o calar de um atarefado coração.



Raquel Luiza da Silva.





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