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sábado, 5 de outubro de 2013

Ensaio sobre a timidez.





Sou ser tímido, de poucas palavras,
Trago sorrisos para ocasiões importantes, assim como raros vinhos na adega,
Tenho o olhar perdido por vezes, na esperança de encontrar algo que não sei,
E se interpelarem-me sobre o silêncio que acompanha-me, nada direi...
Talvez entre uma conversa e outra, deixe transparecer um pouco de minha simpatia,
Sim! Ainda possuo resquícios de simpatia sob a camada superficial de minha aparência sisuda,
Sou narcisista ao averso, amando  as qualidades que internamente me enchem, me preenchem...
E quando encontrar-me por ai, apenas passe por mim sem alarde, minha alma saberá compreender a tua,
Os sons cotidianos nada dizem, são sons, apenas sons...
Se encontrar-me em profunda meditação, sinta-se convidado a partilhar comigo desse momento,
Almas silenciosas são capazes de tocar o céu, quando partilham entre si a harmonia do que desconhecem.
Sentir-se-a decepcionado se o que trago pouco possui de beleza, se fores bom observador descobrirá no abstrato o suficiente para descobrir-me,
Se não descobrir-me, apenas olhe-me nos olhos e parta sem demora, para que tua mente não perturbe-se tentando desvendar-me,
Sou uma incógnita aos olhos de mentes barulhentas e olhares desatentos,
Sou o infinito resumido em matéria resumida, sem contas ou contos...
E o tempo que serei, desconheço...
Apenas conheço a contagem dos dias que passam por mim.
Sou ser tímido...
De poucas palavras...
                                                                 De início, meio e fim.


Raquel Luiza da Silva.

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